
A História da Brooklyn Bridge
Concluída em 1883 depois de 16 anos de construção, a ponte que liga Manhattan ao Brooklyn foi toda projetada pelo alemão John Roebling, que morreu logo no início das obras em consequência de um pé esmagado entre a balsa e o ancoradouro. Seu filho assumiu a obra mas em 1872 contraiu o mal de mergulhador, causado pela diferença de pressão na volta à superfície, depois de escavar sob a água e ficou parcialmente paralisado. Sua mulher, sob sua orientação, assumiu a obra, finalizando-a. Em 1885 o americano Robert Odlum foi o primeiro a saltar da ponte, em uma aposta. Semanas depois ele morreu em consequência de hemorragia interna.
Depois de pronta, ao que parece, a imensa estrutura da Brooklyn Bridge ainda não inspirava confiança em muita gente. Quando uma mulher escorregou ao caminhar por ela e gritou, todo mundo à sua volta entrou em pânico e saiu correndo, achando que a ponte ia desabar. Cerca de doze pessoas morreram pisoteadas e houve um grande número de feridos. Como demonstrar aos nova-iorquinos que a Brooklyn Bridge era segura? Não adiantaria a palavra de engenheiros e, muito menos, das autoridades. Naquele tempo, as pessoas não acreditavam na palavra de políticos… O mérito coube a Phineas Taylor Barnum, proprietário do famoso circo P. T. Barnum, que não entendia nada de engenharia mas era um excelente marqueteiro. Para provar a solidez da obra – e fazer publicidade gratuita para seu negócio – ele fez 21 elefantes de seu circo desfilarem pela Brooklyn Bridge, sob olhares maravilhados da população.
A Brooklyn Bridge foi projetada em dois níveis: um destinado a veículos motorizados, outro a pedestres e ciclistas. Ela oferece as melhores vistas de Manhattan, da Estátua da Liberdade e do Brooklyn. De perto se vê o quanto ela é grandiosa. A travessia da ponte a pé, que leva aproximadamente meia hora, é um dos mais belos passeios a se fazer em Nova York.